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Saúde divulga informativo com casos de meningite no Estado

Publicado 31/03/2015

A Secretaria da Saúde divulgou ontem (30) um informativo epidemiológico com os registros de meningite bacteriana e viral neste ano e os números de anos anteriores. Em 2015, as notificações até o momento não apontam situação de surto, pois não apresentam comportamento fora do normal. Até o momento foram registrados dois casos de óbitos por meningite bacteriana e um caso de meningite viral.  

A meningite é caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal. Causada, principalmente, a partir da infecção por vírus ou bactérias, no entanto outros agentes etiológicos também podem causar meningite como fungos e parasitos. 

Entre as meningites bacterianas, a Doença Meningocócica (DM) é o principal objetivo da vigilância das meningites em função dos índices de letalidade. Ela é causada por uma bactéria que possui diversos sorogrupos, os mais frequentes são o A, B, C e o Y e W. A transmissão ocorre através do contato direto pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes.

Em 2015, foram oito casos de doenças meningocócicas confirmados. Dois deles foram em uma escola infantil em Viamão, onde duas crianças foram identificadas com o tipo B – para o qual não há vacina disponível - e vieram a óbito (um menino de 5 anos em 12 de março e uma menina de 4 anos em 30 de março).  

Já as meningites virais são caracterizadas em sua maioria por um quadro clínico com evolução autolimitada e benigna. Não há tratamento específico, geralmente requer apenas a terapia de suporte. As manifestações clínicas assemelham-se as viroses em geral. Neste no, foram confirmados 56 casos de meningites virais no RS. Um único desses casos foi de óbito: uma mulher de 27 anos residente em Canoas, que desenvolveu um quadro de encefalite e faleceu no dia 7 de janeiro. 

A principal medida de controle a ser desencadeada nas doenças meningocócicas para reduzir o contágio e, consequentemente, o número de casos, é a notificação e investigação oportuna da suspeita. Nessas situações, é administrada quimioprofilaxia (tratamento prévio mesmo sem apresentação de sintomas) aos contatos próximos do caso suspeito. Em situações específicas de surto ser considerada a vacinação, desde que o sorogrupo que está causando o surto seja conhecido e se tenha a vacina disponível. Outras medidas importantes são: higienização das mãos, higienização e ventilação dos ambientes e cuidado com os alimentos.

Leia mais sobre: Região, Saúde

Fonte: SES

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