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  • O Mínimo Regional e a Política de Verdade

    Os empresários gaúchos estão desesperançados com o desfecho, na Assembleia Legislativa, da votação do novo salário mínimo regional. A proposta encaminhada pelo Governo de Estado é de elevação de 16%. Atualmente, o piso salarial gaúcho já é cerca de 20% acima do mínimo nacional e esse percentual poderá se ampliar para 28%.

    O que aparenta ser um ato de bondade dos políticos é, na verdade, um verdadeiro “tiro no pé” de empresários e trabalhadores. Se salário pudesse ser definido por decreto, o ideal seria que todos os trabalhadores brasileiros se tornassem milionários por força de Lei. Os lojistas, industriais e prestadores de serviços também ficariam felizes, por terem consumidores com muito dinheiro no bolso.

    A realidade não funciona dessa maneira. Tudo o que se produz, se transforma e se vende, tem custo. O papel do empresário é saber gerenciar esses custos, de forma a auferir um lucro razoável que possibilite reinvestir no processo produtivo, pagar os salários, impostos, fornecedores, prestadores de serviço e uma infinidade de outros itens.

    Vivemos em um tempo no qual nossos representantes eleitos tem a forte inclinação a preferirem agradar momentaneamente o que eles avaliam ser a maioria do eleitorado, do que buscar compreender os efeitos reais de seus atos e votos para o futuro da população.

    No caso da alta do salário mínimo regional – Se for aprovado – os efeitos no decorrer de 2015 serão bastante problemáticos. O reajuste de 16% implicará em uma elevação salarial de cerca de 10% em termos reais, em um contexto no qual os preços agrícolas estão em queda; a indústria em retração; e o comércio em meio à maior desaceleração de vendas dos últimos anos.

    Ou seja, a produtividade das empresas poderá cair no próximo ano, o que tornará mais difícil a sustentação do nível de emprego atual. E nesse contexto, o risco de demissão aumenta para os cerca de 1,1 milhão de trabalhadores vinculados ao salário mínimo regional, pois é neste universo que mais subirão os custos empresariais.

    Outra reação a esse tipo de política salarial é o aumento da inflação, o qual certamente será barrado pelo Banco Central com juros mais altos ainda, reforçando, assim, um viés recessivo, o qual geraria ainda mais desemprego.

    O alerta apenas reflete as relações de causa e efeito da economia de mercado. Os lojistas, em especial, têm o maior interesse em que a renda dos trabalhadores seja máxima. Mas essa realidade não será materializada por decisões legislativas.

    Repete-se: os ganhos sustentados de renda somente ocorrem com aumento de produtividade. E isso é a consequência direta de melhor qualidade educacional da população e de um ambiente propício ao desenvolvimento do empreendedorismo.

    Ao invés de votar aumentos salariais que extrapolam o razoável, sugere-se o aprofundamento dos debates em torno da melhoria da educação e competitividade gaúcha.

    Esse é o caminho tomado por todos os países que conquistaram uma situação de alto desenvolvimento socioeconômico e que poderia muito bem ser a trajetória do Rio Grande do Sul daqui para o futuro.

    Vitor Augusto Koch
    Presidente da FCDL-RS
    Presidente do SEBRAE/RS

    Vitor Augusto Koch (Rio Grande)

  • Tarifaço, governabilidade e esperança

    Terminada a fantasiosa e extremada campanha eleitoral, o brasileiro experimenta agora o período das “maldades”. Distante das próximas eleições, o governo toma neste momento as medidas impopulares, muitas delas retardadas para não prejudicarem o desempenho próprio ou de seus aliados nas urnas. Proclamado o vencedor, já tivemos o aumento dos juros, a confissão de descontrole na inflação e toda uma gama de informações de baixo desempenho econômico, cuidadosamente maqueada ou até escondida pelos marqueteiros de campanha. Mas sempre foi assim. Muitos ainda lembram do Plano Cruzado, que andou até confiscando boi no pasto e manteve o congelamento de preços até 15 de novembro de 1986, quando o partido do governo (então o PMDB) elegeu os governadores dos principais Estados e quase dois terços da Câmara dos Deputados, do Senado e das Assembléias Legislativas estaduais. Seis dias depois, em 21 de novembro, o governo lançou o Plano Cruzado II, e voltou a inflação.

    Os governantes eleitos precisam resgatar e materializar aquilo que propuseram em campanha, sob pena de, se não o fizerem, enfrentar problemas. As manifestações ocorridas nos últimos dias em diferentes pontos do país são, de certa forma, preocupantes. Supõe-se que o resultado das eleições é a vontade do povo. Mas se este vai às ruas em protesto, é um problema criado e à espera de solução. A presidente e os governadores precisam prestar atenção nisso e adotar medidas de pacifiquem ou, pelo menos, devolvam a confiança à sociedade.

    Há que se ouvir a voz das ruas tanto para atender seus reclamos quanto, se for o caso, para enfrentar e combater seus excessos. Tudo em nome da estabilidade e da própria democracia. O Brasil recentemente saído das urnas é mais exigente e quer transparência absoluta. Negar-lhe isso pode ser perigoso.

    Dilma e os governadores têm de ser muito hábeis para governar e atender a pauta de reivindicações populares. O parlamento – Senado, Câmara dos Deputados e Assembléias Estaduais – têm uma grande responsabilidade neste momento e não pode ignorar a necessidade de se estabelecer um grande pacto nacional pela governabilidade e pela solução dos graves problemas que acometem o país. É preciso olhar mais para o horizonte e menos para o próprio umbigo. Independente de quem governa, o povo quer trabalho, educação, saúde, segurança e todos os serviços que o governo tem obrigação de lhe prestar. Sem isso, a governabilidade poderá se tornar, cada dia, mais difícil...

    Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

    Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves (Rio Grande)

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